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População de Cabaços abastecida de água por cisternas
A população de Cabaços, no concelho de Moimenta da Beira, está a ser abastecida de água através de tanques móveis, depois das queixas dos habitantes sobre o cheiro e a cor da distribuída pela rede pública.
Segundo José Agostinho Correia, presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, o abastecimento com recurso a tanques prosseguirá até serem conhecidos os resultados das análises laboratoriais à água.
«Não nos atrevemos a reabastecer normalmente as populações sem que cheguem os resultados dos laboratórios de análises, que pedimos com a maior urgência», disse o autarca à Agência Lusa.
Na sexta-feira, vários habitantes da freguesia de Cabaços, no concelho de Moimenta da Beira, queixaram-se da água da rede pública, por ter «um cheiro e uma cor leitosa anormal».
Segundo o autarca de Moimenta da Beira, «de imediato foram contactadas todos os organismos com competências nesta matéria, tendo sido recolhidas várias amostras de água, aguardando-se os resultados dos laboratórios de análises».
«Há suspeitas de que á água tenha sido envenenada, porque foram encontrados alguns vestígios junto de um respiradouro, onde terá sido introduzido o que se julga ser, pelo cheiro, produtos químicos associados à fruticultura», explicou.
Até agora, «não temos conhecimento de que qualquer popular tenha sido afectado», disse o autarca, considerando a situação «um acto de má fé de alguém que queria atingir a saúde das pessoas».
O depósito da água - da rede pública -, com capacidade para cerca de 60 mil litros, «já foi esvaziado e limpo», no entanto, até serem conhecidos os resultados das análises da água, a população continua a ser abastecida por «tanques móveis dos bombeiros, autarquia e particulares, apoiando-se ainda em fontanários».
José Agostinho Correia considera que «a população está a ser abastecida satisfatoriamente e que o ideal é que a situação fosse normalizada até ao final desta semana».
Esclareceu ainda que a freguesia de Cabaços tem actualmente 200 a 250 pessoas, «mas se isto tivesse sido há cerca de um mês atingiria o dobro das pessoas, pois tem muitos emigrantes».
Contactado pela Agência Lusa, o comandante do Destacamento de Moimenta da Beira da GNR, Pedro Reis, informou que «se desconhece quem terá sido o autor ou sequer se houve mesmo envenenamento».
«As pessoas sentiram um cheiro na água que não é costume e queixaram-se, mas até agora ainda não são conhecidos os resultados da análises. Foi dado conhecimento à PJ e as investigações continuam», acrescentou.
Esta fonte referiu ainda que «o local foi isolado e está a ser vigiado, assim como há também a preocupação para com outros reservatórios».
Fonte: Diário Digital / Lusa